Redeterapia auxilia na recuperação de bebês prematuros

No Hospital Regional Norte, em Sobral, do Governo do Ceará, administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), Maria Esperança recebe todo o cuidado da equipe desde que nasceu. A bebê passa boa parte do tempo em uma rede adaptada ao seu tamanho, dentro da incubadora, na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin).
A redeterapia é uma técnica na qualos bebês com o quadro clínico estável são colocados em pequenas redes dentro daincubadora. Ajuda a criança a adquirir uma posição mais confortável, semelhantea que estava no útero materno.
“A redeterapia consegue deixar o bebêmais aconchegado, simulando a posição intrauterina. Além disso, como o tecido émais macio, exerce menos pressão sobre a pele do bebê evitando lesões. Os bebêsaté provocam um balanço suave na rede quando mexem as perninhas, ficando maiscalmos e adormecendo com facilidade”, ressalta a coordenadora da Neonatologiado HRN, a médica Renata Freitas.
Segundo ela, o tratamento acabaacelerando o processo de recuperação e alta dos bebês. A orientação médica paraque a criança seja colocada na rede é feita em parceria com a equipe dafisioterapia, para garantir que permaneçam na posição mais adequada ao seudesenvolvimento.
A mãe de Maria Esperança, a dona decasa Antônia Lourenço de Sousa, 38, comemora a melhora rápida de sua sextafilha. Maria nasceu no dia 24 de setembro, com apenas 29 semanas, 725 g e 32cm, em um parto difícil em casa, em Tianguá, a cerca de 90 km de Sobral. “Acheique ela se desenvolveu muito e muito rápido. Aqui é muito bom, gostei muito.Não falta nada para a minha filha e os profissionais estão o tempo inteiroolhando, cuidando dela. Também achei muito fofa a redinha”, diz Antônia,sorrindo.
Ela garante que pode estar com afilha o tempo que quiser e também ordenhar o leite para Maria Esperança.Antônia conta ainda que sempre que possível, as técnicas de enfermagem a ajudama colocar sua filha no colo.
Humanização
Os bebês prematuros, que nascem comidade gestacional abaixo de 37 semanas, recebem cuidados da equipemultiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,nutricionistas, fonoaudiólogos. Há ainda psicólogos que dão apoio às mães.
O serviço de Neonatologia contempla aUtin, a Unidade de Cuidado Intermediário Convencional (Ucinco) e a Unidade deCuidado Intermediário Neonatal Canguru (Ucinca). São 49 leitos, dos quais 10 naUTI neonatal, 30 na UCI neonatal e nove na UCI canguru. São atendidos pacientesde 55 municípios da região Norte do Estado.
Os bebês recebem os cuidados de saúdenecessários, além de ações de humanização. O Método Canguru, por exemplo,promove a aproximação entre família e bebê através do contato pele a pele,estimulando o desenvolvimento e recuperação das crianças com baixo peso eprematuras. Há ainda a musicoterapia, que proporciona o relaxamento dospacientes, contribuindo para a melhora da saturação de oxigênio, a regulação dafrequência cardíaca, o sono, a sucção não-nutritiva e o ganho de peso.
A incubadora é aquecida eumidificada, com pouca luminosidade e quase sem ruídos para simular o ambientedo útero materno e promover o crescimento e desenvolvimento do recém-nascidoprematuro. Os bebês também contam com suporte respiratório e nutricional. “Elesprecisam de um aporte nutricional porque têm baixo peso e demandam muitaenergia para se formar”, explica Cristiane Lemos, coordenadora de enfermagem daNeonatologia do HRN.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Hospital Regional Norte (HRN
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